sábado, 7 de agosto de 2010


"Viajo o mundo inteiro
Mas eu bebo primeiro
Um golinho de chá..."
(Ventania)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A fantástica arte de abstrair



Quem garante qual é a realidade afinal? O que existe de fato?
Aquilo que se pode tocar? Que se pode sentir? O que se imagina?
Que se gosta? Que transforma?

Qual a definição de real?
A mente nos prega peças todo o tempo... A lucidez é uma ilusão
E a ilusão uma ferramenta de abstração.

Prefiro acreditar que tenho o controle, apesar de muitas vezes querer perde-lo para me achar.

Nem sempre o que meus olhos veem é aquilo que gostaria que vissem.
Às vezes aquilo que os ouvidos captam causa muita angústia e dor.
Os sabores, muitas vezes, se tornam amargos ao tocar a língua.
Os odores podem asfixiar ou viciar, e o toque pode repelir.

A realidade é relativa, está presa às percepções. Por isso lanço mão do meu mundo paralelo.

Cansei de sofrer com as percepções que me são introduzidas goela abaixo.
Cansei de me deixar guiar por um mundo imposto
Onde não passo de "another brick in the wall"
Cansei de passar a vida olhando a grama do vizinho
E pensando que a festa ao lado é mais animada.

É melhor afiar suas ferramentas e inventar novas fórmulas se quiser me aprisionar na sua matrix.

Aprendi lançar mão de uma realidade paralela
Sei fazer os dias chuvosos se abrirem em sol
Consigo controlar minha mente e meus sentidos
Sugo aquilo que presta e interessa
Sopro ao vento o que não se encaixa
Faço a realidade que eu quiser e que convier
Na fantástica arte de abstrair.








segunda-feira, 5 de julho de 2010


"The quiet scares me cause it screams the truth" (Pink)

Alguém sabe onde fica o botão liga/desliga do cérebro????

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Abrir os olhos


Abrir os olhos às vezes dói! Uma sensação de conjuntivite aguda contrastando com uma visão muito clara da realidade. É como se você acordasse em um dia após bombardeio, e tudo ao seu redor fosse ruínas. Você quer fechar os olhos novamente e pensar que tudo foi um pesadelo, mas a dor não deixa suas pálpebras cerrarem.
Então você se levanta, ainda chacoalhando a poeira que se instalou durante seu tempo de sonolência. Esfrega os olhos machucados e vê ainda mais claramente a destruição daquilo que restou. Forças pra caminhar? Você não as tem! Somente um instinto humano de sobrevivência que te faz sentir fome, sede e te leva em busca de algo para saciar suas necessidades.
Mas não é só fome e sede que você sente. Você sente um vazio que não poderá ser jamais preenchido, você sente necessidade de proteção, mas não possui forças para lutar por ela.
Chega uma hora em que você tenta desesperadamente fechar novamente os olhos, voltar ao casulo, deseja uma cegueira temporária. Mas aos prantos percebe que não dá mais! Você veio ao mundo só e terá que percorrê-lo assim, com sua companhia. Porém, agora, de olhos abertos você consegue ver quem é essa pessoa que te faz companhia. Conhece a si mesmo e sabe o que quer, é só uma questão de tempo, até a poeira do caos deixar de turvar sua visão.
Aos poucos a dor não incomoda mais, e um sorriso desponta ainda desconfiado, ao ver uma flor que nasce em meio às pedras.
O céu se mostra mais limpo, a água mais clara, você já adquiriu uma serenidade de seguir em frente com os olhos e o peito abertos.
Até o dia em que seus olhos se fechem para a eternidade...

domingo, 9 de maio de 2010

I can't afford it


People survive wars. People survive starvation.

People survive disasters. People survive pain.

So, why the hell can't I survive people?

Blood in My Throat


Anyone knows how to take away
this blood in my throat?
Please, tell me the solution
´cause I can't scream anymore.

Smell this odor of red
this hot jelly thing
that makes me sick
I would like to say at least a word...

Now, look at my nose
The blood is exploding
My heart can't stop
I'm screaming with my whole body.

Give me your hand
I want you feel this beating.
Kiss me and enjoy this moment
drink my essence and understand me.

Suck all my blood in my mouth
Discover my real taste
Take my breath away
And kill me in a slow way.